Texto de 13/06/2008

Vou tomar a liberdade de citar alguns exemplos de alunos, mas acredito que é por uma boa causa. Meses atrás, uma aluna recém-operada da retirada de um rim, entrou para fazer parte de um de nossos grupos de aulas de yoga mais antigos. E até pelo tempo de prática, costumavam fazer aulas fisicamente puxadas. Com o novo membro no grupo, as aulas tiveram que ser transformadas, pois havia limitações físicas do pós-operatório. As aulas daquele grupo ganharam uma conotação mais teórico-vivencial, onde os temas do yoga eram discutidos e vivenciados com a experiência pessoal de cada um.

Fiquei muito contente, ao perceber o acolhimento e carinho com que o grupo recebeu seu novo membro. Uma verdadeira realização do yoga, ao abraçar amorosamente a dificuldade do companheiro, e abrir mão de uma prática física mais elaborada.

Isto me faz refletir sobre os alunos e professores, que percebem o yoga apenas como uma atividade física, e limitam o seu desenvolvimento, e o alcance da meta do yoga de liberação de perturbações e sofrimentos. Lembro-me de alunos agitados que abandonaram suas aulas, por que queriam algo mais agitado ainda, sendo que agitação era o que eles menos precisavam. Porém, acredito também, que o potencial do Yoga é tão grandioso, que mesmo quando praticado em sua parcialidade física, as posturas, ainda traz benefícios, esmolas, se comparado a toda a sua riqueza, mas esmolas valiosas para aquele que não consegue ver esta riqueza.

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