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Encontro com Anselm Grün, um dos maiores autores da espiritualidade





Texto de Vitor Caruso Jr. em de 2008.

Ele possui mais de 200 livros publicados.

É um dos autores espirituais mais lidos de nossa época.

Nasceu na Alemanha, em 14 de Janeiro de 1945.

Estou falando do Padre Beneditino Anselm Grün.

Um professor das técnicas de meditação e contemplativas dos mais brilhantes, e além de tudo um místico católico. Vive e busca a experiência da graça em seu cotidiano, e o contato com ele confirma isto. Recebeu-me de forma calorosa e gentil, em encontro na PUC-PR, e me abraçou de maneira muito carinhosa quando lhe falei de minha admiração por seu trabalho.

Sua fala foi sobre o encontro com Deus em nosso cotidiano, e resumidamente, nos explicava o seguinte:

A pergunta por Deus é a pergunta mais importante para a vida de uma pessoa, e também significa como posso encontrar a mim mesmo. São Bento diz que encontrar Deus é uma tarefa para a vida toda.

Podemos experimentar Deus, mas não podemos possuí-lo. Devemos estar abertos para experimentá-lo de diversas maneiras. São João nos fala, citando Jesus, sobre a vida eterna, ou seja mais vida. Vida eterna não é depois da morte, vida eterna é agora. Temos esta vida eterna quando experimentamos Deus.

O terapeuta Jung dizia que Deus é o arquétipo mais forte que temos, quando se está desconectado deste arquétipo, estamos doentes. As imagens de Deus são imagens das próprias pessoas se você vê Deus como castigador, não percebe Deus como misericordioso. O Deus que castiga vem de pessoas com perfil castigador, apresento isto não do ponto de visto teológico, mas do ponto de vista psicológico. É muito importante partirmos desta auto-imagem para uma imagem que acolhe sem pré-condições. É preciso ter a capacidade de construir relações, aí posso uma construir relação com Deus e com outras pessoas. Por isto, vários cânticos do Séc. IV diziam se você quiser conhecer a Deus, deve conhecer a si mesmo.

Experimentar a Deus é ter mais vivacidade. Uma vez uma senhora jovem disse que meditava todos os dias, mas fazia semanas que não sentia nada. Então perguntei: Você coloca suas partes ruins, ou só as partes boas, piedosas, em sua meditação? Ficou claro que ela se colocava parcialmente mediante Deus, e somente podemos experimentá-lo se nos colocamos plenamente mediante Deus. Experimentar a si mesmo é pré-condição para experimentar a Deus. Elias pensava que Deus poderia ser experimentado na tempestade, no fogo. Claro que Deus pode ser experimentado aí também. Mas não devemos nos colocar sob pressão em busca de euforia, ou percepção especial. Quando se busca euforia, pode ser uma fuga em relação aos problemas cotidianos. Paulo também experimentou a força de Deus, que não está no fogo, mas se revela no fogo, no fogo do amor, no fogo que queima, não está na perfeição, na perfeição de uma igreja que não comete erros.

Silenciar também é uma imagem para experimentar Deus, que pode tocar no fundo do coração. Elias percebe Deus no momento de silêncio. Para os sacerdotes também é importante experimentar Deus no silêncio, não apenas na fala. Deus colocou dentro de nós as pegadas, as saudades e a busca. Se eu coloco a mão no centro do coração, devo sentir a busca. Santo Agostinho dizia que todo aquele que busca, busca o próprio Deus. As pessoas buscam o sucesso e a realização, mas é preciso levar as pessoas adiante. Devemos estar com pessoas que nos colocam na busca de Deus. Na realização podemos encontrar Deus no amor, na celebração. O objetivo não é que amemos e sejamos amados. O objetivo é que sejamos amor.

São João disse que Deus é amor e também podemos experimentar através dos sentidos. Não conseguimos olhar diretamente para Deus, mas através do olhar consigo perceber a Deus, pela beleza da natureza. Segundo São João, ao olhar a cruz podemos ver a Deus. Lucas também conseguiu olhar a Deus, ao expressar que olhar a Deus é estar uno com a visão. O sentido da contemplação e olhar, é perceber profundamente.

Outro sentido importante é o ouvir, ouvir muda nossas emoções, é um sentido transcendente, conseguimos ouvir o inaudível. Aquele que consegue ouvir já está maduro, está em contato com seu próprio centro. Quando Jesus dizia minha alegria está em vós, nos mostrava a qualidade de oubir. Se vocês ouvirem o segundo concerto de Mozart, vocês perceberão estar ouvindo a Deus.

A mística na Idade Média está muito relacionada ao degustar. Fico imaginando a imagem de Jesus, se ele disse que ao invés de vinho, preferia um chazinho. Jesus também nos fala desta experiência através dos sentidos.

Sinto o amar de Deus quando os toco, quando experimento o amor no abraço, mas às vezes experimentamos muita frieza. Posso sentir Deus nos raios de Sol que tocam o meu corpo.

Outro espaço de Deus é no coração, onde os místicos falam que Deus está em nós, neste espaço ele está livre do poder do mundo. Neste espaço somos nós mesmos e nada pode nos ferir, não há espaço para nos sentirmos menor, imperfeitos ou impuros. Esta é um pouco a idéia e Maria imaculada. Como chegamos neste espaço interior? A meditação é uma forma. Santo Agostinho nos falava do cantar para irmos a este espaço interno. Outra forma é internalizarmos as imagens bíblicas, como Jesus expulsando os vendedores do templo, podemos expulsar a bagunça ou sujeira dentro de nós. Isto pode soar estranho, mas isto pode nos deixar tranqüilo, em silêncio. Quando você machucou alguma outra pessoa, você pode descer a este espaço livre e são. Esta experiência de um Deus de Jesus Cristo, que nos traz paz, amor e abertura. Espero assim, que todos possam se sentir abençoados e trazer bençãos para as outras pessoas.

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