Pesquisar mais profundamente a história do Yoga é um hábito que me ajudou em diversas situações.
Tive já a experiência negativa da conexão com auto-intitulados gurus, e pessoas que só usavam os ensinamentos para benefício pessoal.
Talvez isto tenha me tornado mais crítico na análise de professores.
Quando me conectei ao Ashtanga Yoga, já havia vivido experiências não positivas com gurus budistas, e já era aluno próximo ao Professor Hermógenes, o que me facilitava fazer algumas comparações, pois Hermógenes era um professor com muito conhecimento, mas sobretudo de uma vida simples e coerência emocionantes.

Vitor e Hermógenes, mais de 10 anos de trabalho juntos, estudo e ensinamento da Yogaterapia

A forma como o Ashtanga é ensinado, com professores que muitas vezes não respeitam nem a regra de ensinar as séries que já terminaram, gera bastante confusão. Com a morte de Pattabhi Jois, e a divergência entre os professores anteriormente preparados, e aqueles que se submeteram aos desígnios do neto, Sharat Rangaswamy, amplia ainda mais a confusão.

Ainda antes da morte de Pattabhi Jois, conheci Lino Miele pessoalmente. Pesquisei bastante e cheguei até o livro que escreveu com P. Jois para explicar o método. Hoje, erroneamente, dizem que o livro é de Lino. Incorreção, sempre corrigida por P. Jois, que dizia, MEU LIVRO. Ou seja, o trabalho de Lino era considerado por Jois, como de autoria e organização do próprio Jois. Lino explica isto, mas muitos acham que ele está argumentando em causa própria, como o detentor da Bíblia do Yoga. Mas a foto abaixo acabou por comprovar o argumento dele.

Mural do Shala em Mysore, década de 90, com anúncio de como P. Jois vendia os livros

 

Na foto fica claro que o trabalho era considerado de Pattabhi Jois também.

Outro detalhe importante sobre a história do Ashtanga se refere ao método Vinyasa, e a contagem. Os alunos pouco sabiam sobre o porquê da contagem, e a lógica por detrás. Um dos motivos era o inglês simples de Jois, e também a sua forma de ensino direta e exigente, que não possibilitava tantas questões.
Nesta entrevista, o professor inglês John Scott afirma que Lino Miele foi quem conseguiu extrair de Jois os primeiros detalhes e informações da estrutura do método.

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Mais uma vez a descrição de Lino, sobre a pioneirismo do livro e dos detalhes que a relação dele com P. Jois propiciou mostra-se comprovada.

Escrevo estas palavras, pois assim como fazia com Hermógenes, procuro averiguar e testar a qualidade dos ensinamentos e palavras de Lino Miele, e tenho me deparado com a sinceridade e verdade de sua fala, e com base nisto, posso reforçar que ele é uma das mais verdadeiras e sólidas referências da história do Yoga.

Por isto, destaco de forma especial a sua visita ao Brasil este ano. Uma oportunidade única de ter contato com esta história. Detalhes da visita, aqui.

Sobre a forma especial como P. Jois tratava Lino, e o colocava em especial local, quando Lino o visitava, temos a prova disto no filme Breath of the Gods, o filme conta a vida de Krishnamacharya, com especiais momentos que antecedem a morte de P. Jois, e você pode adquirir com legenda em português. http://www.breathofthegods.com/

Filme que conta a vida de Krishnamacharya

 

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