Este texto do Professor Hermógenes, escrito em 2001, parece super atual.
Fala de acusações feitas à Sai Baba, e nos traz a reflexão tão atual sobre as pessoas que estão sempre prontas a criticar e falar mal, ou pessoas que tem o foco no positivo, em compreensão, aceitação e uma mente positiva. Vale a pena ler as palavras do querido professor, e verificar se você tem mentalidade de abelha, ou mosca.

10 anos de trabalhos juntos, 6 anos para a produção da biografia, profunda relação entre Vitor e Hermógenes
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Estavam demorando, mas já surgiram, na Internet, terríveis injúrias e calúnias contra Sai Baba. É sempre assim. Tardam, mas não faltam. Coitados dos que, em vão, tentam apagar a luz, agredir o Amor, esconder a Verdade, se opor à Redenção, destruir o Imperecível, vencer a Onipotência, se esconder da Lei que não admite impunidade! Coitados! Diante do vasto pântano pestilento, uma abelha sai voando, revoando, insistentemente sobrevoando a charneca fétida até encontrar a única flor colorida, pura e perfumada, em algum recôndito, e ali faz seu pouso, e ali trabalha e se delicia. Diante de um grande jardim, todo flor, todo boniteza, todo esplendor cheiroso, a mosca, insatisfeita, contrariada e ansiosa, voa e revoa, buscando o único e escondido montículo de dejetos malcheirosos e repelentes, e ali, exultante, pousa, se nutre e se delicia. Em cada alma convivem moscas e abelhas com suas tendências antípodas. Por isto sempre há conflitos dentro de cada uma. A alma luminosa de santos e sábios é habitada pela divina abelha, isto é, pelo amor, pela beleza, pela compaixão, pelo bem, pela grande luz, e por isto, santos e sábios estão sempre sobrevoando, catando beleza, fragrância e matizes.

A alma de poucas luzes, no entanto, vulnerável a sombras, maldades, feiúra, egoísmo, ódio,… se comporta tal qual uma pobre mosca a fuçar, na imensidade do jardim, aquilo que mais se parece com ela mesma. Uma alma assim só se alegra quando descobre alguma, e, quando não encontra, imagina ou inventa que encontra.

A abelha, em circunstância alguma, acusa, condena e injuria a mosca, denunciando-a por sua predileção e sua conduta. Quando se preocupa com ela é por pura compaixão e na nobre tentativa, quantas vezes inútil, de refinar-lhe o gosto, de infundir-lhe bom gosto.

A mosca não sabe nada – coitada! – sobre o fenômeno chamado “projeção”. É normal a gente identificar nos outros aquilo que nos defendemos de identificar em nós próprios. Sai Baba está sempre a lembrar que erros e falhas que denunciamos nos demais são exatamente os nossos.

Algumas abelhas que a história ama e ás quais agradece pelo bem que andaram fazendo, pelo que exemplificaram, tais como Sócrates, Jesus, Baha u lláh, Mahatma Gandhi… atraíram o ódio e fúria destrutiva das moscas da sociedade de seu tempo. Foram assassinados cruelmente, direta ou indiretamente, pela grande quantidade de medíocres enfurecidos.

Estas reflexões me invadiram a mente desde o primeiro momento que tomei conhecimento das denúncias e injúrias hoje publicadas na Internet contra Sai Baba. São ofensas calamitosas, de grande virulência, são denúncias infundadas, contra aquele que hoje está curando as doenças cardiovasculares de milhares de indigentes aldeões num hospital de superespecialidades, o mais completo e avançado hospital da Ásia; que vem abastecendo de água potável um número impressionante de vilas paupérrimas na Índia; aquele que propicia aprimorada educação gratuita a dezenas de milhares, desde o maternal à universidade; aquele que está revolucionando a educação em todo o mundo com a proposta de cultivo e culto dos cinco valores humanos (verdade, amor, retidão, paz e não-violência); aquele que só tem feito o bem, imenso bem, a milhões de pessoas em todo o mundo e seguidores das diferentes religiões hoje conhecidas; aquele que é todo amor e benevolência para todos…

Tem razão o Paramahamsa Yogananda ao advertir que quando o bem começa a construir, o mal faz hora extra (para destruir).

Meninos doidinhos passaram a noite atirando pedras contra a Lua, em tola pretensão de apagá-la. Ela, indiferente, serena, sem se ofender, sem se defender, continuou a difundir sua meiga luz, clareando as trevas. É também por isto que o alarido ridículo da cachorrada não teve força para deter a caravana, que, ainda hoje continua passando. Praga de mosca não consegue roubar o colorido e o aroma das flores e não perturba nem um pouco o refinado gosto das abelhas.

As abelhas de todos os tempos terão sempre de imitar Jesus, proferindo a sua oração da hora extrema, e sempre repetir: perdoai as pobres moscas, pois continuam sem saber o que andam fazendo!

Texto do Prof. Hermógenes publicado na

Revista O Atma, nº 6, Ano I, jan 2001.

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