Uma palavra emprestada da física, pela psicologia, é resiliência.
Explica a qualidade de retornarmos ao nosso estado natural, após sofrido impacto ou forte pressão.
Na psicologia isto alinha-se à ideia de como enfrentamos nossos desafios e contrariedades.
No Yoga Sutra de Patanjali, na afirmação 3 do capítulo 1, o autor nos traz a ideia de que quando estamos em estado de Yoga, permanecemos na nossa verdade natureza.
Assim, o Yoga seria uma ferramenta de resiliência, por nos ensinar a permanecer junto à nossa condição verdadeira.
Especificamente sobre o Ashtanga Yoga ajuda a desabrochar de forma especial estas características de resiliência no indivíduo, pelas seguintes razões:
– disciplina de 6 práticas semanais,
– interligação entre as posturas psicofísicas através dos vinyasas, que são movimentos orientados pela respiração
– grande quantidade de posturas psicofísicas, que promovem alterações e bloqueios nos padrões de fluxo energético.
– intensidade física, que garante a produção de neuro-hormônios em quantidade para a manutenção do bom humor
Este último item é uma das razões de maior comprovação científica do efeito do Ashtanga Yoga.
Segundo as premissas apresentadas pelo médico pesquisador de Harvard, John Ratey, a superação da depressão, e outros transtornos mentais precisam de atividades do tipo do Ashtanga Yoga. Intensidade, desafio e trabalho cardiovascular são elementos essenciais para garantir o efeito benéfico sobre a mente humana.

Estes estudos e muitos outros fundamentam o uso do Yoga como uma forma de Psicologia, a Psicologia do Yoga, como ensino em palestras e cursos. O uso do Yoga, como Terapia, é a nova frente de estudo e trabalho, que pode ajudar o Yoga a manter suas bases na tradição e na seriedade da prática e respeito ao professor. A superficial tentativa ocidental de lançar facilidades e novos produtos baseado no Yoga perderá espaço para a qualidade e resultados comprovados das práticas mais tradicionais.

Muito além das posturas, muitas superações pessoais

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