Esperei uma semana para escrever, para ter uma impressão melhor do local que estava conhecendo.

A viagem deixa o corpo um pouco cansado e duro, ainda mais quando no vôo de 9 horas de Delhi para Londres, cheio de indianos, que normalmente são pequenos, mas tinha um de 2 metros de altura, ombros largos. Hahaha. Ele sentou do meu lado, eu na janela, e um gigante na cadeira do meio, pois uma senhora, fofinha, sentou no corredor. Quando minha bexiga encheu, foi uma movimentação custosa para eu acessar o banheiro.
No vôo para Kovalam, 4 horas, ao meu lado sentou uma senhora e sua mãe, mais ou menos, 60 e 80 anos, a senhora de 80 anos ao meu lado. Como ela arrotava, o vôo inteiro.

Senti bastante o jet lag, a adaptação ao fuso horário estava afetando meu sono. Só agora, depois de uma semana, que as 07 horas e meia de diferença foram adaptadas, e começo a não acordar mais no meio da noite, sem vontade de dormir.

Passeio pela praia principal de Kovalam

Kovalam é uma cidade praiana, que fica bem ao sul da Índia, e suas praias são banhadas pelo mar da Arábia, que é parte do Oceano Índico.
Em alguns momentos me chegou a lembrar Balneário Camboriú, mas com algumas significativas diferenças. Primeira delas, estou na Índia, hahaha.
A praia principal, apesar de perigosa, é muito boa e parece limpa. Alguns surfistas arriscam-se em suas águas. Dois morros a delimitam, em uma distância de 2 Km no máximo, ao lado direito fica uma praia menor, tomada por barcos de pescadores, e a praia do lado esquerdo, menos ampla, e mais tranquila, parece mais adequada para as crianças pequenas.

Farol e Hotel Peacock, onde estou, na noite de lua cheia.

Calor, muito calor, a temperatura fica em torno de 24C e 32C.
Na beira da praia, diversos comércios de restaurantes e produtos pra turistas. Hotéis, de no máximo 4 andares, e ambulantes compõem também o cenário.
É uma cidade turística, os europeus são maioria, mas temos gente de todo o mundo por aqui.
O que não falta são cursos de yoga e tratamentos ayurvédico, você escorrega nas pessoas untadas a óleo, e tropeça em massagistas.

Primeiro dia de aula, nas fotos, Pattabhi Jois e Gwendoline Hunt, ela que começou os encontros de Ashtanga aqui em Kovalam.

Sobre as práticas de yoga, no dia que antecedia o início, encontrei apenas alguns italianos e a família do meu querido professor, Lino, trocamos abraços, mas acho que todo mundo estava meio cansado. Tanto que Lino se retirou pra ir descansar no meio da tarde.
No primeiro dia de aula, uma aula guiada, ele entrou na sala, meu tapete já estava colocado no cantinho, veio com um super sorriso na minha direção. Senti-me super acolhido.
Primeiro dia, aula guiada da primeira séria. Quanto suor, o calor e o nível do mar fazem diferença. Além do corpo duro pelas 37 horas de viagem.
Segundo dia, o início da aula foi guiado, mas depois ele liberou.
Terceiro dia, Mysore, apenas primeira série. O professor bastante observador, poucos ajustes.
Quarto dia, hoje, liberou a segunda série para apenas alguns alunos, eu incluso. Delícia, a prática foi bem, havia dormido melhor, ele se aproximou várias vezes, olhou os ásanas, e ajudou apenas no Karandavasana, onde ele me exige perfeita execução.

Grupo de alunos, bebendo água de côco, antes de irmos ao café da manhã, em frente ao hotel.

Estamos formando um grupinho de amigos que toma o desjejum juntos, após a prática. Nenhum professor, um ex-analista financeiro da África do Sul, um farmacêutico da Estônia, uma advogada recém formada da Suíça, uma professora do Canadá, e um médico da Alemanhã. Parece a ONU.

Períodos de leitura nos restaurantes, na frente da praia.

Aproveito bastante o tempo livre para fazer meus estudos, leituras que há muito tempo esperava fazer, e me atualizar para novos trabalhos. Pela noite, janto cedo, para não pesar na prática pela manhã, e dormimos todos cedo por aqui.

Jantar com várias opções, e minha companhia morena, Mona Lisa, na ausência da Lili. Hahaha
Quer receber novos textos?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *