Chegamos cedo à Friends House, pertencente aos Quakers (lembra da aveia?)
Fica no centro de Londres.
Pouco a pouco as pessoas chegavam, muitas pareciam se re-encontrar.
A irmã Chan Kong antes do horário, nos ensina algumas pequenas belas canções, como preces para que aprendamos a olhar para a respiração e o momento presente.
Thay (como Thich Nhat Hanh é chamado) entra, de forma suave, e pede que a sangha monástica (os monges presentes) cantem, para que possamos meditar.
Ficamos um bom tempo desta forma.
Depois, ele começa a falar.
Conforme disse Thomas Merton, o famoso monge beneditino, são os gestos de Thay que falam mais do que as suas já poderosas palavras. Calmo, tranquilo, falou muito sobre a respiração, a meditação, mas sobretudo, abraçarmos nossa raiva, nossa ansiedade, nossas perturbações.
Não só minhas, mais muitas lágrimas correram. Principalmente quando nos mostrou que não somos separados de nossos pais, e sim, sua continuidade.
Sinto que devo reforçar as palavras de Merton, e Luther King: Um encontro com Thich Nhat Hanh é inesquecível.

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