Você já parou para pensar por que o termo “Recursos Humanos” soa tão estranho quando pronunciado com atenção? Não são pessoas. São recursos. Como água, energia elétrica ou matéria-prima. E se são recursos, o próprio nome admite que existem para serem extraídos, processados e descartados quando o rendimento cair. A linguagem corporativa não esconde: ela revela, com a frieza de quem já normalizou a redução do ser humano à função produtiva.
A sensação de desconforto que esse nome provoca não é acidental. Ela é o sintoma de uma estrutura muito mais antiga do que os escritórios de vidro dos centros financeiros. É a mesma sensação que um indígena capturado no sertão pelo bandeirante sentia ao ser trocado por ferramentas, ou que um cidadão sente hoje quando vê seu patrimônio nacional, suas terras, suas empresas estatais e seus recursos naturais sendo entregues a fundos estrangeiros sob o argumento de eficiência e modernização. Três figuras, três épocas, um mesmo mecanismo: usar pessoas e território como meio para enriquecer estruturas de poder que se recusam a chamá-los pelo nome.
Este artigo não é um ataque a profissionais de RH, nem uma demonização da tecnologia, e muito menos uma viagem nostálgica à história colonial. É um mapeamento. O objetivo é mostrar que a lógica da exploração não mudou de essência: apenas trocou de roupa. Do engenho ao escritório, da bandeira ao capital internacional, o que permanece é a redução do outro a meio, a naturalização do sofrimento como custo operacional e a crença de que não há alternativa. Se você já sentiu que seu trabalho consome mais do que devolve, ou que alguém lucra com sua exaustão sem assumir responsabilidade por ela, este texto é para você. Vamos desmontar a máquina.
O que Recursos Humanos, mamelucos e entregadores têm em comum?
Sim, eles compartilham uma função estrutural: todos operam como pontes de extração entre uma massa vulnerável e uma estrutura de poder que precisa dela para multiplicar seu lucro. O mameluco servia de intermediário entre os colonizadores portugueses e os indígenas do sertão. O departamento de RH serve de intermediário entre a diretoria e a força de trabalho assalariada. O entreguista serve de intermediário entre o capital internacional e os recursos, terras e patrimônio de uma nação. Em todos os três casos, a figura intermediária não apenas facilita a exploração: ela a mascara, tornando-a administrável, mensurável e, o pior, legítima.
A legitimidade é o verdadeiro produto dessa arquitetura. Quando o mameluco guiava a bandeira para capturar indígenas, ele não aparecia como escravagista: aparecia como conhecedor do terreno, tradutor de culturas, peça indispensável. Quando o RH implementa uma “cultura de alta performance” com metas agressivas e horas extras invisíveis, ele não aparece como algoz: aparece como cuidador do clima organizacional, facilitador de carreiras. Quando o entreguista vende uma estatal, entrega uma concessão de mineração ou privatiza um serviço essencial, ele não aparece como traidor do patrimônio público: aparece como gestor eficiente, modernizador, realizador de “boas práticas de governança”. Em todos os três casos, a linguagem suaviza a ferida. E onde a linguagem suaviza, a consciência adormece.
Como o mameluco foi usado na colonização para enriquecer terceiros?
O mameluco era filho de português com indígena, e essa dupla herança o colocava em posição ambígua. Ele vivia entre duas culturas, ora como cristão na vila, ora como índio no sertão. Essa ambivalência não era fraqueza: era mercadoria. Os colonizadores portugueses o utilizavam precisamente porque ele podia atrair os indígenas com promessas de proteção, trocas e alianças, enquanto na verdade conduzia-os para o cativeiro nos engenhos de açúcar ou para o massacre nas bandeiras. Segundo registros históricos da expansão bandeirante, as expedições que cruzavam o sertão durante meses ou anos eram compostas majoritariamente por mamelucos e indígenas, com os brancos em número muito menor. Os mamelucos guiavam. Os índios carregavam. Os brancos lucrava.
A ironia brutal é que o mameluco não era dono do processo. Ele era peça intermediária de um sistema que o usava para destruir a própria metade da sua identidade. Ele traía os indígenas para que os portugueses parassem de vê-lo como índio, e era usado como índio pelos portugueses que nunca o aceitariam como branco. O psicólogo Carl Jung chamaria isso de dissociação da Sombra: o que você recusa reconhecer em si volta como hostilidade contra o outro. O mameluco, negado em sua integralidade, tornou-se o braço da violência que o havia gerado. E os indígenas? Tornaram-se mercadoria. Mão-de-obra. Recursos.
A lógica colonial era transparente na sua crueldade: o corpo do outro não possuía valor em si, apenas valor de uso para o acúmulo europeu. Quando o açúcar enriquecia Lisboa, quem morria nos engenhos não era contado como gente. Era contado como perda de estoque. Essa visão — que separa o ser humano da sua humanidade e o reduz a função produtiva — não desapareceu com a abolição formal da escravidão. Ela migrou. E encontrou novos mamelucos.
O RH moderno herdou a lógica do controle?
O departamento de Recursos Humanos nasceu no século XX como uma inovação administrativa para gerar “harmonia” entre capital e trabalho. Mas a origem do termo já carrega a contradição: como gerar harmonia entre partes desiguais? O capital detém os meios de produção; o trabalhador detém apenas sua força muscular e cerebral. Para Marx, essa é a condição primeira da exploração: o trabalhador vende sua força de trabalho como mercadoria, mas não detém o produto final, não controla o processo e não decide sobre o destino do lucro. O RH não altera essa estrutura. Ele a administra.
A função contemporânea do RH é, em grande parte, a de alienação organizacional. Ele não explora diretamente — ele projeta, mede, avalia e otimiza o grau de adesão do trabalhador à lógica da empresa. Metas, avaliações de desempenho, cultura organizacional, clima interno, employer branding: todos esses instrumentos servem para produzir uma subjetividade alinhada. Quando o RH diz “nossa maior riqueza são as pessoas”, o que está dizendo, na verdade, é que o capital humano rende mais quando se sente valorizado. A valorização não é fim. É técnica de produtividade. O trabalhador não é reconhecido como sujeito: é otimizado como recurso.
Jean Baudrillard, em sua análise do sistema dos objetos, mostrava como a sociedade de consumo não vende produtos, mas signos. O RH corporativo vende signos de pertencimento, propósito e crescimento pessoal. Mas o que entrega, na maioria das vezes, é precariedade mascarada. O trabalho intermitente, a terceirização, o freelancing forçado, a cultura de “empreendedorismo de si mesmo” — tudo isso é gestão de pessoas sem responsabilidade por pessoas. Mark Fisher, em sua análise do realismo capitalista, descrevia exatamente isso: a crença generalizada de que não há alternativa ao mercado, de que qualquer resistência é ingenuidade, de que a flexibilidade é liberdade. O RH corporativo é, muitas vezes, o departamento que institucionaliza essa crença, traduzindo a exploração em slides de PowerPoint sobre “jornada do colaborador”.
O entreguista é o novo mameluco — ou a nova vítima?
O entreguista não é uma invenção do século XXI. Ele é a figura que renasce a cada ciclo de colonização. No século XVI, o mameluco entregava indígenas para os portugueses. Nos séculos XIX e XX, o comprador de terras entregava sesmarias e matas para os ingleses. Hoje, o entreguista veste terno de executivo, fala em governança corporativa, defende a “eficiência do mercado” e entrega estatais, minerais, terras, água, biodiversidade e soberania regulatória para fundos estrangeiros, multinacionais e bancos globais. A linguagem mudou: de “catequese” e “civilização” passou-se para “modernização”, “desestatização”, “austeridade fiscal”, “parcerias público-privadas”, “equilíbrio das contas”. Mas a estrutura permanece: o entreguista é o intermediário que converte patrimônio coletivo em lucro privado — quase sempre alheio.
Karl Marx, ao analisar o processo de acumulação primitiva, mostrava como a riqueza capitalista nasce da expropriação violenta: cercamento de terras comuns, privatização de recursos naturais, escravidão, monopólios coloniais. O entreguista contemporâneo é o gestor que legitima essa expropriação com o vocabulário da “reforma”, da “necessidade”, da “inevitabilidade”. Ele não aparece como traidor: aparece como técnico, como especialista, como realista. Mark Fisher, em sua análise do realismo capitalista, descrevia exatamente essa crença de que não há alternativa: o mercado é lei natural, a privatização é progresso, a resistência é atraso. O entreguista é o tradutor dessa ideologia em política pública. Ele vende o que não é seu, convencido — ou fingindo estar convencido — de que não havia outro caminho.
Mas há uma diferença crucial em relação ao mameluco. O mameluco era filho de dois mundos e, por isso, vivia uma dissociação real: ele não escolheu nascer na ambiguidade. O entreguista, na maioria dos casos, escolhe. Ele é formado nas melhores universidades, frequenta os melhores escritórios, negocia nos melhores fóruns. Sua entrega não é fruto da miséria, mas da ambição disfarçada de meritocracia. Ele é o servo-mecanismo de uma lógica que o usa porque ele aceita ser usado. Marshall McLuhan, ao analisar as extensões do homem, advertia que toda tecnologia que amplia uma capacidade humana ao mesmo tempo amputa outra. O entreguista ampliou sua capacidade de negociar, de viajar, de falar idiomas, de acessar salários inimagináveis — e amputou sua capacidade de sentir pertencimento ao território que vende. Ele não é mais cidadão: é tradutor de interesses alheios, funcionário do exterior em seu próprio país.
A categoria de “gestor eficiente” é o ápice da reificação marxiana: o patrimônio nacional é transformado em ativo, em equação de retorno, em caixa para distribuir. A floresta vira “recurso natural”. A água vira “commodity”. A educação vira “capital humano”. A saúde vira “indústria”. A subjetividade coletiva desaparece. Não há assembleia para deliberar, não há plebiscito para consultar, não há direito originário para respeitar. Há apenas o relatório, o rating, a consultoria, a cláusula de ajuste fiscal. O psicólogo James Hillman, em sua psicologia do profundo, insistia que o sintoma é linguagem da alma: quando o povo desenvolve ansiedade coletiva, apatia cívica, violência institucional, isso não é defeito cultural. É a alma de uma sociedade gritando contra uma condição que a nega. Mas no realismo capitalista de Mark Fisher, essa dor é tratada como atraso competitivo, não como sintoma político. A privatização da consciência pública completa o circuito: o sistema te aliena e te vende a culpa, desde que você nunca nomeie o entreguista.
O que podemos fazer diante dessa estrutura?
A primeira resposta direta é: não há solução individual para um problema estrutural. Nenhum curso de produtividade, nenhuma meditação de mindfulness, nenhuma técnica de gestão emocional resolve a exploração sistêmica. Mas isso não significa inércia. Significa que a ação eficaz deve ocorrer em dois planos simultâneos: o da consciência e o da organização.
No plano da consciência, o trabalho é de descodificação, para usar o termo de Paulo Freire. Desmontar as imagens alienadas que nos vendem como liberdade o que é servidão. Reconhecer que “flexibilidade” pode significar insegurança, que “autonomia” pode significar abandono, que “empreendedorismo” pode significar precarização. Quando a linguagem é desmontada, a consciência desperta. E quando a consciência desperta, a solidariedade torna-se possível. Freire chamava isso de conscientização: emergir criticamente na história, converter dor muda em práxis revolucionária.
No plano da organização, a ação passa pela política institucional, pelo sindicalismo, pela regulamentação, pela pressão legislativa. O Brasil avança lentamente nesse sentido: o Tribunal Superior do Trabalho (TST) tem reconhecido, em decisões recentes, a relação de emprego entre plataformas e entregadores em casos específicos. A luta é longa, mas não é impossível. A metaestabilidade de que falava Gilbert Simondon — toda prisão guarda uma fissura pronta para explodir — opera também aqui. O sistema de dominação é sólido, mas não é perfeito. Pequenas transformações locais podem detonar rupturas maiores.
Para o profissional de RH que leva este texto a sério, a pergunta é: será que seu departamento pode ser algo além de um departamento de controle? Pode ser, sim, mas exige coragem para romper com a lógica da produtividade desumana e assumir a responsabilidade pela dignidade real das pessoas. Isso não é utopia: é exigência ética. E exigência ética, em tempos de realismo capitalista, é o ato mais revolucionário que existe.
Um lembrete: você não está sozinho nessa exaustão
Se você leu até aqui e sentiu um peso no peito, uma identificação incômoda, uma memória de alguma jornada que consumiu mais do que devolveu, saiba que isso não é fraqueza. É sinal de que algo em você ainda sabe distinguir entre trabalho e exploração, entre esforço e extração. Esse algo é a semente da lucidez, e ela merece ser cultivada.
Como terapeuta e mestre zen, eu trabalho diariamente com pessoas que carregam o peso de sistemas que se recusam a ver suas feridas. A ansiedade do trabalhador precarizado, o esgotamento do executivo, a solidão do cidadão excluído, a raiva de quem vê seu país sendo vendido — tudo isso é linguagem legítima de uma alma que ainda não desistiu de ser humana. Se você precisa de ajuda para processar essa dor, para organizar sua mente em meio ao caos, para encontrar clareza onde há apenas nebulosa de métricas e metas, eu posso acompanhar você. Não com promessas mágicas, mas com método, compaixão e a firmeza de quem já atravessou o fogo.
Conclusão: a máquina muda quando olhamos para ela
Recursos Humanos, mamelucos e entreguistas não são personagens de épocas diferentes. São funções de um mesmo sistema: o sistema que transforma pessoas e territórios em meios para fins que não são seus. A colonização não acabou em 1888. Ela migrou para a linguagem corporativa, para os contratos de “parceria público-privada”, para os ajustes fiscais, para as cláusulas de proteção ao investidor estrangeiro. A escravidão não precisa mais de grilhões de ferro. Ela opera com grilhões invisíveis de dívidas soberanas, de metas de inflação, de avaliações de rating, de consultorias que vendem o que não é delas, de “governança” que dispensa o povo.
Mas a lucidez é contagiosa. Quando você nomeia a exploração, ela perde um terço de sua força. Quando você a explica para outro, perde mais um terço. Quando você a organiza e a enfrenta coletivamente, perde o resto. A tarefa deste artigo não foi resolver o problema — foi mapeá-lo com clareza suficiente para que a ação se torne possível. O mapa não é o território, mas sem o mapa não há travessia.
A lógica da exploração é antiga, mas não é eterna. O que é eterno é a capacidade humana de despertar, de resistir, de reimaginar. Não há realismo capitalista que resista para sempre a uma consciência que recusa adormecer. E essa consciência, como dizia Milarepa, pode transmutar o pior carma em iluminação. A jornada começa com um olhar honesto. Você já deu esse olhar hoje?
Perguntas frequentes
O que é exploração do trabalho na visão de Karl Marx?
Para Marx, exploração é a apropriação, pelo capitalista, da mais-valia — a parcela de valor produzida pelo trabalhador que excede o valor de sua força de trabalho (o salário). O trabalhador vende sua força de trabalho como mercadoria, mas não detém o produto, o processo ou o lucro. Essa estrutura é inerente ao capitalismo, não um acidente.
O RH pode ser verdadeiramente humano?
Pode, mas exige romper com a lógica de otimização de recursos e assumir a responsabilidade pela dignidade real dos trabalhadores. Isso significa priorizar saúde mental, limites de jornada, estabilidade real e poder de decisão compartilhado. Não é impossível, mas é raro porque contradiz a pressão pelo lucro imediato.
O que é um entreguista, no sentido político do termo?
O entreguista é a figura que entrega o patrimônio, a soberania ou os recursos de uma comunidade, região ou nação para interesses estrangeiros ou privados, muitas vezes sob o argumento de eficiência, modernização ou inevitabilidade econômica. Ele funciona como intermediário que converte bens coletivos em lucro alheio, mascarando a traição com linguagem técnica e administrativa.
O que é realismo capitalista, segundo Mark Fisher?
É a crença difusa, quase naturalizada, de que não há alternativa ao capitalismo. Que qualquer tentativa de mudança é ingenuidade ou utopia. Que a flexibilidade precária é liberdade. Fisher mostra como essa crença bloqueia a imaginação política e faz com que a exploração seja vivida como “realidade”, não como escolha histórica.
O entreguismo é algo novo no Brasil?
Não. O entreguismo é tão antigo quanto a colonização. Os mamelucos entregavam indígenas para os portugueses; os coronéis entregavam terras para estrangeiros; os governos militares e civis entregaram estatais, minerais e florestas para corporações globais. O que muda é a roupa: de bandeirante a consultor de McKinsey, a função de extração permanece.
Como a mindfulness pode ajudar em contextos de exploração?
A mindfulness não resolve a exploração estrutural, mas pode ajudar o indivíduo a preservar clareza mental, discernimento e resiliência em meio ao caos. Ela é ferramenta de sobrevivência, não solução. A confusão entre as duas coisas é frequentemente usada pelo capitalismo para responsabilizar o trabalhador por seu próprio esgotamento.
🧘 Vitor Caruso Junior
Mestre Zen, terapeuta, maratonista, economista USP e ex-diretor RH +16 livros sobre saúde mental e relacionamentos, o gestor de performance com saúde.
MENTE ZEN. CORPO SÃO. CONSCIÊNCIA LIVRE.
🔗 CONECTE-SE:
🌐 Site: https://www.cienciameditativa.com
📸 Instagram: https://www.instagram.com/vitormedita / https://www.instagram.com/vitorzenperformance
▶️ YouTube: https://www.youtube.com/@vitormedita / https://www.youtube.com/@vitorzenperformance
✓ Mestre Zen, ordenado pessoalmente por Thich Nhat Hanh em 2011 — recebeu transmissões especiais do Dalai Lama
✓ Terapeuta — Psicologia Analítica Junguiana e Programação Neurolinguística (PNL) pela University of California, Santa Cruz
✓ Membro da Associação Internacional de Yogaterapia, autorizado por Georg Feuerstein
✓ Aluno e biógrafo oficial do Professor Hermógenes, maior nome da Yogaterapia no Brasil
✓ Professor certificado de Ashtanga Yoga por Lino Miele, único discípulo autorizado por Pattabhi Jois a documentar o método
✓ Maratonista e pós-graduado em Nutrição Esportiva
✓ Economista pela USP, com especialização em Business pela University of Miami
✓ Ex-Diretor de Recursos Humanos de multinacional e consultor de RH para empresas de porte global
✓ Autor de mais de 16 livros, incluindo Relacionamentos em Plena Paz (prefácio da neta de Gandhi) e Ciência da Excelência
Referências
- Marx, K. (1867). O Capital: Crítica da Economia Política. Disponível em: https://www.marxists.org/archive/marx/works/1867-c1/
- Fisher, M. (2009). Capitalist Realism: Is There No Alternative?. Zero Books.
- McLuhan, M. (1964). Understanding Media: The Extensions of Man. McGraw-Hill.
- Baudrillard, J. (1970). La Société de Consommation. Gallimard.
- Freire, P. (1968). Pedagogia do Oprimido. Paz e Terra.
- Jung, C. G. (1951). Aion: Researches into the Phenomenology of the Self. Princeton University Press.
- Hillman, J. (1975). Re-Visioning Psychology. Harper & Row.
- Harvey, D. (2003). O Novo Imperialismo. Ed. Loyola.
- Klein, N. (2007). A Doutrina do Choque. Ed. Seguinte.
- Prado Jr., C. (1969). História Econômica do Brasil. Editora Brasiliense.
- Raminelli, R. (1993). “Da Vila ao Sertão: os mamelucos como agentes da colonização”. Revista de História, USP, n. 129-131.
- Vainfas, R. (1995). Trama Piadosa: mestiçagem e identidade no Brasil colonial. Companhia das Letras.