O voto do Brasileiro e a Economia Comportamental que o deixa ser dominado.

Olá, mente iluminada!
Quantas decisões você tomou hoje que, vistas de longe, trabalhavam contra você? A pergunta parece filosofia de fim de tarde. Ela vira dado quando milhões de pessoas votam juntas e o resultado contraria o interesse da maioria que votou.
No dia 4 de outubro de 2026, o Brasil acordou com a eleição mais apertada desde a redemocratização. Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos e Lula (PT) com 45,16%, diferença de 1,87 ponto percentual, cerca de 2,2 milhões de votos, segundo o TSE. No mesmo domingo, 33,4 milhões de eleitores, 21,08% dos 158,7 milhões aptos, não compareceram às urnas: o maior índice de abstenção desde 1998.
Este texto tem um fio condutor único, e vale anunciá-lo antes de começar: o Brasil foi construído para extrair, e essa engenharia, que já cobra juro, terra e trabalho, encontrou agora um ataque organizado de fora, que usa mídia e sanção para capturar o voto. O voto contra o futuro é o elo final dessa engrenagem. Cada seção avança o mesmo fio, e a última pergunta é sobre a mente capaz de enfrentá-lo.
Nada disso nasceu agora. O país que chega a essa fotografia carrega séculos de concentração. Recebeu mais de 4 milhões de africanos escravizados, cerca de 40% de todo o tráfico para as Américas, e foi o último do Ocidente a abolir a escravidão, em 1888. Mudaram as bandeiras. A engenharia de concentrar continuou de pé.
E há um adversário silencioso em cada passo: a arquitetura da própria mente, tema da Economia Comportamental de Daniel Kahneman e Amos Tversky. Explicar o atalho mental não absolve quem o explora. Aponta com mais precisão onde a conta é cobrada.
O que as urnas de 2026 mostraram, em números?
Mostraram um país dividido quase ao meio, com um terço fora da conversa, e um arranjo que segue transferindo renda para o topo. A decisão ficou em 1,87 ponto percentual, a menor diferença entre os dois primeiros colocados desde 1989, e foi para o segundo turno em 25 de outubro. A abstenção chegou a 21,08%, com 33.428.584 ausências. Votar é direito conquistado, e quem se retira não entrega o país a ninguém. Mas um terço fora da urna diz algo sobre o que a política oferece a quem mais precisa dela.
O que está na mesa não é pouco. O país vinha reconstruindo o que a estrutura havia destruído: o IPCA em doze meses recuou para 4,22% em agosto, dentro do intervalo de tolerância da meta, o desemprego ficou em 5,3% no trimestre até agosto, o menor da série histórica, com 103,5 milhões de pessoas ocupadas, e 8,6 milhões de brasileiros saíram da pobreza entre 2023 e 2024, segundo o IBGE. Não é terra arrasada. É obra em andamento, com resultado medido.
A desigualdade antiga, porém, continua de pé. O Brasil segue entre os países mais desiguais do mundo, com índice de Gini de 50,3 em 2024, segundo o Banco Mundial. E a desigualdade tem cor: dados do IBGE de 2024 mostram que pessoas brancas recebiam cerca de 65,9% mais do que pretos e pardos, com a hora de trabalho valendo R$ 24,60 contra R$ 15,00.
Para entender como um país que melhora chega a um resultado que ameaça o que melhorou, é preciso olhar para quem decide e para como decide.
Por que quem mais perde vota com quem concentra?
Porque o voto não é um cálculo frio de interesse. Ele é ato de identidade, pertencimento, medo e sobrevivência, e a estrutura aprendeu a operar esses gatilhos com precisão.
Karl Marx descreveu o mecanismo ao mostrar que o trabalhador se separa do que produz, do processo, dos outros e de si mesmo, e que a ideologia faz a jaula parecer a natureza das coisas. O interesse de classe não chega às urnas como interesse. Chega como moral, ordem, família, religião e medo do caos. Chega como sobrevivência: quem depende de um emprego precário, de um benefício ou de uma proteção local vota para não perder o pouco que tem.
Aqui entra a Economia Comportamental, e ela dá nome exato ao que a estrutura explora. Em 1974, Kahneman e Tversky mostraram na Science que a mente não calcula probabilidades: ela usa atalhos. Cinco anos depois, na teoria do prospecto, formalizaram a aversão à perda: perder dói cerca de duas vezes mais do que ganhar o equivalente alegra. Na urna, quem promete proteger o pouco que existe joga com um peso emocional que nenhuma planilha equilibra. A melhora econômica é ganho abstrato e futuro; o medo da perda é concreto e imediato. Não é irracionalidade do eleitor: é uma assimetria que a política da concentração aprendeu a operar, e que a literatura de economia política reconhece como viés de status quo.
A identidade organiza o resto. Estudo publicado na Nature Communications acompanhou cinco ondas de entrevistas antes, durante e depois da eleição de 2022 e documentou polarização afetiva intensa no Brasil, com forte partidarismo negativo, aquele que se define mais pelo que rejeita do que pelo que defende. Há contraponto, e ele importa: levantamento divulgado em 2026 mostra que cerca de 69% dos eleitores brasileiros não estão polarizados, enquanto crescem negatividade e apatia. O país não está rachado em dois exércitos apaixonados. Está cansado, e o cansaço também vota.
A mente responde à forma, não só ao conteúdo. É o enquadramento, que faz o mesmo dado virar risco ou oportunidade. É a disponibilidade, que transforma repetição em aparência de verdade e converte mídia concentrada em vantagem matemática. É a ancoragem, que prende o debate no número de quem ancora primeiro. E é o WYSIATI, what you see is all there is: a mente conclui com confiança a partir do pouco que vê. Nenhuma dessas engrenagens é novidade. O que muda é quem paga para acioná-las.
A mente explica o voto. Mas há uma conta mais antiga, que o voto não decide sozinho e que já vinha sendo cobrada muito antes desta eleição.
Por que a conta da concentração é sempre paga por quem tem menos?
Porque o Brasil foi desenhado para extrair e para remunerar quem já tem, e essa conta aparece em três lugares: no juro, na pauta de exportação e no imposto.
Comece pelo juro, que é o mais caro. O Brasil tem o maior juro real do mundo, 8,45%, à frente de Rússia, Colômbia, Turquia e México, segundo o ranking MoneYou e Lev Intelligence, com a Selic em 13,75% ao ano depois do corte de setembro. O efeito aparece no orçamento: nos doze meses até agosto de 2026, os juros nominais do setor público somaram R$ 1,182 trilhão, 8,86% do PIB, e a dívida bruta chegou a 82,9% do PIB, segundo o Banco Central. Pense no que isso significa. O país paga ao credor, todos os anos, mais do que investe em saúde e educação juntas, e quem recebe essa renda não planta, não ensina e não atende ninguém.
Continue pela pauta de exportação, que revela o que o país é no mundo. No primeiro semestre de 2026, o maior grupo exportado foi o de combustíveis minerais, com US$ 35,2 bilhões; a soja somou US$ 29,6 bilhões, perto de 16% de todas as vendas externas; os minérios, US$ 18 bilhões; e as carnes cresceram 27,8%. O próprio BNDES descreve a pauta como “fortemente concentrada em produtos ligados a recursos naturais e agronegócio”. Exportamos o que a terra dá e o que o subsolo guarda, com pouco valor agregado, e seguimos o mesmo país extrativista de sempre, no campo e na mina.
Termine pelo imposto, que fecha o circuito. O Brasil arrecada muito sobre consumo, que incide igual sobre todos, e pouco sobre lucros e grandes patrimônios. Estudo do Ipea mostra que o grupo do 0,2% mais rico tem alíquota efetiva menor do que a classe média, chegando a 5,5% para rendimentos acima de 160 salários mínimos, mesmo somando os tributos sobre lucros das empresas. E o dinheiro que sobra volta como crédito político: segundo a Transparência Brasil, cerca de um terço das emendas Pix destinadas a obras em 2025 foi registrado sem detalhamento do destino, e R$ 4,9 bilhões chegaram a centenas de prefeituras sem metas especificadas.
Junte as três pontas e o desenho aparece inteiro: pagamos juro alto, vendemos matéria-prima e cobramos mais de quem tem menos. É o retrato de um país que nunca deixou de ser colônia na forma de organizar a riqueza. O benefício concentrado tem endereço, autor e foto. O custo difuso não tem dono visível, e quem paga a conta não vê a fatura.
Essa estrutura interna seria grave sozinha. O problema é que ela está sendo atacada de fora, e não com discurso: com tarifa, sanção e controle de alcance.
O que o ataque de fora já fez?
Já fez mais do que se costuma admitir em voz alta, em frentes que se somam: comércio, diplomacia, finanças e informação. Não é hipótese de analista. É medida aplicada, com data.
No comércio, os Estados Unidos impuseram tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, e a primeira proposta formal de negociação trazia 21 exigências, que o governo brasileiro rechaçou, isolando o tema eleitoral da mesa. Nas sanções, o Departamento do Tesouro americano incluiu um ministro do Supremo na Lei Magnitsky, com bloqueio de bens e contas, e o governo americano revogou os vistos de oito ministros do STF em julho de 2025, entre eles o presidente da Corte e o relator dos processos do golpe. A medida foi depois retirada para um deles e voltou a ser discutida em Washington, o que não desfaz o precedente: um poder estrangeiro escolheu quais juízes brasileiros podem viajar e usar o sistema financeiro internacional.
A escalada não parou nos ministros. Em agosto de 2026, os Estados Unidos revogaram o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, medida que diplomatas dos dois países classificaram como inédita, desproporcional e extremamente grave. Familiares também foram atingidos: os vistos da esposa e da filha do ministro da Saúde foram cancelados. E, no Brasil, o Supremo condenou Eduardo Bolsonaro por articular, nos Estados Unidos, sanções contra autoridades brasileiras na tentativa de influenciar o julgamento do pai. Leia a cena inteira: sanção, visto cassado e uma rede interna trabalhando para que o ataque aconteça.
Na frente da informação, o ataque é mais silencioso e mais eficiente. O consulado dos Estados Unidos em São Paulo reuniu influenciadores do campo bolsonarista para tratar de “liberdade de expressão”, reforçando a narrativa de censura, segundo a Agência Pública e o Correio Braziliense. Documentos obtidos pelo The Guardian indicam US$ 1 milhão do governo Trump para um projeto sobre “lawfare e censura” no Brasil, envolvendo grupos críticos ao Supremo. E o governo brasileiro rastreia financiamento estrangeiro a redes de influência, incluindo um fundo citado como RockBridge, segundo a CNN Brasil.
O efeito prático já apareceu na campanha. A dez dias do primeiro turno, a Meta desabilitou os anúncios do perfil de Lula no Facebook, sem justificativa, e só voltou atrás depois de recurso da campanha, segundo a Agência Brasil. No mesmo período, o TSE abriu investigação sobre mais de 300 perfis suspeitos de impulsionar a campanha de Flávio Bolsonaro e pediu informações ao Facebook e à Shopee sobre uso irregular de perfis para burlar as regras de propaganda, segundo a Revista Fórum e o Valor. E o alcance é de outra escala: um vídeo do deputado Nikolas Ferreira sobre a fiscalização do Pix bateu recorde mundial de visualizações, com número superior à população brasileira, e foi seguido do recuo do governo no monitoramento. Não é opinião. É operação de alcance, com efeito sobre política pública em poucos dias.
O terreno está preparado, e o passo seguinte é a entrega.
O que se promete entregar?
Promete-se entregar o que o país tem de estratégico, e o programa está escrito. Flávio Bolsonaro afirmou nos Estados Unidos que o Brasil é “a solução” para o país reduzir a dependência de terras raras e minerais críticos da China, e uma apresentação identificada com a sua campanha defendia o alinhamento das cadeias brasileiras de minerais aos americanos, segundo a APIB e o Vermelho. Um aliado confirmou ter produzido o documento sobre exploração de terras raras pelos Estados Unidos e negou vínculo com a campanha. No campo da defesa, o candidato promete integrar o Brasil ao “Escudo das Américas”, coalizão militar liderada por Washington, com acordos de defesa, compartilhamento de informações e fornecimento de equipamentos, segundo a Reuters, o Metrópoles e a Veja. Especialistas alertam que a adesão amplia a influência americana sobre decisões estratégicas do continente, e o atual governo recusou apoio militar dos Estados Unidos na fronteira.
Do lado de dentro, o programa é conhecido: retomar o Programa Nacional de Desestatização para privatizar estatais, cortar gastos equivalentes a 1,5% do PIB com foco na área social e encerrar a única fábrica de chips do país, segundo o UOL, o Nexo Jornal, o Vermelho e o Forte Jornal.
Leia isso junto com o resto do artigo, porque é a mesma história em outro capítulo. O país que paga juro alto, vende minério bruto e cobra mais de quem ganha menos recebe a proposta de fatiar o Estado que sustenta saúde, educação e soberania tecnológica, entregar minerais estratégicos e comando de segurança a quem já nos taxa em 50% e aprofundar exatamente o regime que produziu a desigualdade. Não é retórica de campanha contra retórica de campanha. É documento, promessa pública e dado verificável. E é aqui que a pergunta deixa de ser econômica e passa a ser mental.
Que mente responde a isso?
Responde a mente que não foge, e aqui é preciso corrigir um erro que a suavidade comete. Mente Zen não é almofada, silêncio e passividade. É a mente que o mosteiro de Shaolin treinou em tempo de guerra, a que os samurais adotaram para decidir sob risco de morte, a de Miyamoto Musashi, que nunca perdeu um duelo e escreveu que a mente deve ser como a água: sem forma fixa, sem hesitação, presente. A linhagem que sustento vem de Bodhidharma, que ensinou a despertar do transe, e não a dormir nele. Zen, na origem, é disciplina de combate contra a própria ilusão.
Com essa mente, o primeiro gesto é nomear sem eufemismo. Antes de culpar o vizinho que votou diferente, nomeie o arranjo: quem concentra, quem paga a conta, quem lucra com a impunidade e quem entrega o que é estratégico. O segundo é verificar antes de repassar: enquadramento, repetição e medo da perda são ferramentas de manipulação descritas desde Kahneman e Tversky, e um vídeo com mais visualizações do que habitantes não é opinião, é operação de alcance.
O terceiro é entrar em um coletivo, porque a estrutura se sustenta na fragmentação: sindicato, associação de bairro, conselho, coletivo de estudo, imprensa local. O quarto é cobrar com nome e número: orçamento, anistia, indicações ao Supremo, brechas tributárias, acordos de minerais e de defesa. Sem cobrança, promessa vira discurso, e discurso vira fato consumado. Paulo Freire chamou isso de práxis, reflexão e ação juntas. Sem ação, consciência é só conversa.
O quinto é sustentar corpo e mente para durar, porque a luta é longa e o cansaço é a arma mais barata de quem lucra com a sua desistência. Mente Zen para ver a estrutura antes de reagir ao barulho. Corpo São para aguentar anos de trabalho sem adoecer. Consciência Livre para não trocar liberdade por conforto nem vender soberania por estabilidade. Isso não é fuga: é base de operações.
Um lembrete
Se a leitura de tudo isso fez aparecer angústia, insônia ou a sensação de que o peso do mundo está nos seus ombros, saiba que não é fraqueza nem falha pessoal, e que isso tem tratamento. Como terapeuta, formado em Psicologia Analítica Junguiana e em Programação Neurolinguística, posso ajudar você a distinguir o que é sofrimento seu do que é sintoma de um ambiente, para que o cuidado não vire desistência. Procurar ajuda é decisão de lucidez, não de fuga.
O futuro não é decidido no dia da eleição
Voltemos ao fio do início. Como um país que vinha reduzindo pobreza e desemprego chega a uma eleição em que a defesa de quem concentra tem força para vencer? Porque o ataque ao futuro não acontece no dia do voto. Ele acontece todos os dias: no juro que paga o credor antes da escola, no imposto que cobra mais de quem ganha menos, na emenda que compra o voto, no minério que sai bruto, na mídia concentrada, no perfil impulsionado, no visto negado e no cansaço que transforma política em briga e briga em desistência. O primeiro turno de 2026 apenas fotografou o resultado: metade contra metade, um terço fora, e 1,87 ponto percentual decidindo o rumo de mais de 120 milhões de comparecimentos.
A boa notícia é que nada disso é destino. O que derruba um arranjo de séculos não é um gesto individual de desconexão: é gente lúcida, organizada e sustentável no tempo, cobrando nome, número e documento. Mente Zen. Corpo São. Consciência Livre. Não como refúgio, mas como base de operações.
Então a pergunta volta para você, e agora ela é sua: se o futuro é feito de presentes, o que você vai fazer com o seu próximo gesto coletivo?
MENTE ZEN. CORPO SÃO. CONSCIÊNCIA LIVRE.
Perguntas frequentes
Quem ganhou o primeiro turno de 2026?
Ninguém. Flávio Bolsonaro (PL) teve 47,03% dos votos válidos e Lula (PT) 45,16%, diferença de 1,87 ponto percentual, a menor entre os dois primeiros desde 1989, segundo o TSE. A decisão ficou para o segundo turno, em 25 de outubro.
O que a abstenção recorde revela?
Que 33.428.584 eleitores, 21,08% dos 158,7 milhões aptos, não compareceram, o maior índice desde 1998. Os dados medem o tamanho do fenômeno, não a causa. Distância, desalento e a percepção de que nada muda são hipóteses. Retirada também é sintoma de um arranjo que não oferece futuro a quem mais precisaria dele.
O que está em jogo na soberania brasileira nesta eleição?
Muito concreto. Tarifas de 50% e uma primeira proposta americana com 21 exigências, vistos de ministros do Supremo revogados, o visto da embaixadora do Brasil cassado em Washington, promessa de entregar terras raras e de aderir a uma coalizão militar liderada pelos Estados Unidos, além de um programa de privatizações e corte de 1,5% do PIB com foco na área social. Soberania, aqui, é pauta de governo, não retórica.
Por que o Brasil paga juros tão altos?
Porque o desenho do orçamento remunera primeiro o credor. O país tem o maior juro real do mundo, 8,45%, e pagou R$ 1,182 trilhão em juros nominais nos doze meses até agosto de 2026, 8,86% do PIB. É renda transferida a quem detém o título, não a quem produz, e é uma das engrenagens que mantêm a concentração intacta.
O que é privatização do estresse?
É o processo descrito por Mark Fisher em que condições coletivas passam a ser vividas como fracasso individual. No Brasil, isso aparece quando a ansiedade vira mercado de aplicativos e a política vira questão de temperamento pessoal. O efeito é paralisante: quem trata dor estrutural como defeito próprio não se organiza para mudar a estrutura.
O que cada pessoa pode fazer?
Nomear a estrutura sem eufemismo, verificar antes de compartilhar, entrar em um coletivo, cobrar de quem foi eleito com nome e número e sustentar corpo e mente para durar na luta. Conscientização e práxis, no vocabulário de Paulo Freire, são o oposto de desistir: reflexão e ação juntas.
🧘 Vitor Caruso Junior
Mestre Zen, terapeuta, maratonista, economista USP e ex-diretor RH +16 livros sobre saúde mental e relacionamentos, o gestor de performance com saúde.
MENTE ZEN. CORPO SÃO. CONSCIÊNCIA LIVRE.
🔗 CONECTE-SE:
🌐 Site:
https://www.cienciameditativa.com
📸 Instagram:
https://www.instagram.com/vitormedita
https://www.instagram.com/vitorzenperformance
▶️ YouTube:
https://www.youtube.com/@vitormedita
https://www.youtube.com/@vitorzenperformance
https://www.youtube.com/@vitorzenmaster
▶️ Grupo Zen – Meditação, Estudo, Textos, Cursos e Descontos
https://t.me/grupozen
✓ Mestre Zen — 53ª geração da linhagem de Bodhidharma, ordenado pessoalmente por Thich Nhat Hanh em 2009, com transmissões do Dalai Lama
✓ Terapeuta — Psicologia Analítica Junguiana e Programação Neurolinguística (PNL) pela University of California, Santa Cruz
✓ Membro da Associação Internacional de Yogaterapia, autorizado por Georg Feuerstein
✓ Aluno e biógrafo oficial do Professor Hermógenes, maior nome da Yogaterapia no Brasil
✓ Professor certificado de Ashtanga Yoga por Lino Miele, único discípulo autorizado por Pattabhi Jois a documentar o método
✓ Maratonista e pós-graduado em Nutrição Esportiva
✓ Economista pela USP, com especialização em Business pela University of Miami
✓ Ex-Diretor de Recursos Humanos de multinacional e consultor de RH para empresas de porte global
✓ Autor de mais de 16 livros, incluindo Relacionamentos em Plena Paz (prefácio da neta de Gandhi) e Ciência da Excelência
Referências
- TSE, apuração do 1º turno de 2026, com cobertura da BBC News Brasil, 05/10/2026, “7 mapas e gráficos que explicam o resultado do 1º turno da eleição presidencial”, https://www.bbc.com/portuguese/articles/crq8nx1qq8j4o ; G1, 04/10/2026, “Abstenção chega a 21,08% no 1º turno e bate recorde”, https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/10/04/abstencao-chega-a-208percent-no-1o-turno-e-bate-recorde-compare-com-ultimas-quatro-eleicoes.ghtml ; Jovem Pan, 04/10/2026, “Mais de 33,4 milhões de brasileiros deixaram de votar no 1º turno”, https://jovempan.com.br/noticias/eleicoes-2026-mais-de-334-milhoes-de-brasileiros-deixaram-de-votar-no-1o-turno/
- IBGE, inflação (IPCA de 12 meses em 4,22% em agosto de 2026), https://www.ibge.gov.br/explica/inflacao.php ; Valor Econômico, “Desemprego fica em 5,3% no trimestre até agosto, mostra IBGE”, 29/09/2026, https://valor.globo.com/brasil/noticia/2026/09/29/desemprego-fica-em-53percent-no-trimestre-ate-agosto-mostra-ibge.ghtml ; IBGE, “8,6 milhões de pessoas saíram da pobreza entre 2023 e 2024”, https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/45344-8-6-milhoes-de-pessoas-sairam-da-pobreza-entre-2023-e-2024 ; Banco Mundial, “Índice de Gini, Brasil” (50,3 em 2024), https://data.worldbank.org/indicator/SI.POV.GINI?locations=BR ; IBGE, “Síntese de Indicadores Sociais: trabalho, padrão de vida e distribuição de rendimentos” (rendimento-hora por cor ou raça, 2024), https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias-especiais/23114-sintese-de-indicadores-sociais-trabalho-padrao-de-vida-e-distribuicao-de-rendimentos-no-brasil.html
- Banco Central do Brasil, “Estatísticas fiscais” (juros nominais de R$ 1.182,2 bilhões em 12 meses até agosto de 2026, 8,86% do PIB), https://www.bcb.gov.br/estatisticas/estatisticasfiscais ; Estadão, “Dívida bruta do governo chega a 82,9% do PIB em agosto”, https://www.estadao.com.br/economia/divida-bruta-governo-pib-agosto-2026-banco-central/ ; Folha de S.Paulo, “Brasil lidera ranking de juros reais mesmo após corte da Selic”, 16/09/2026, https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/brasil-lidera-ranking-de-juros-reais-mesmo-apos-corte-da-selic.shtml ; G1, “Brasil segue com o maior juro real do mundo mesmo após novo corte da Selic”, 16/09/2026, https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/09/16/ranking-juro-real-setembro.ghtml
- Ipea, “Milionários têm taxa tributária menor, mesmo considerando impostos sobre lucros de empresas”, https://www.ipea.gov.br/portal/categorias/45-todas-as-noticias/noticias/15406-milionarios-tem-taxa-tributaria-menor-mesmo-considerando-impostos-sobre-lucros-de-empresas ; G1, “Um terço das emendas PIX para obras em 2025 não detalha destino dos recursos, diz Transparência Brasil”, 01/10/2026, https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/10/01/um-terco-das-emendas-pix-para-obras-em-2025-nao-detalha-destino-dos-recursos-diz-transparencia-brasil.ghtml
- BNDES, “O comércio exterior brasileiro de bens no 1º semestre de 2026”, 02/10/2026, https://blogdodesenvolvimento.bndes.gov.br/serie/estudos-especiais/O-comercio-exterior-brasileiro-de-bens-no-1-semestre-de-2026/
- Agência Brasil, “STF condena Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão”, 11/09/2025, https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2025-09/stf-condena-bolsonaro-27-anos-e-tres-meses-de-prisao ; BBC News Brasil, “Anistia: Câmara aprova urgência para projeto”, 17/09/2025, https://www.bbc.com/portuguese/articles/c864g5ve7gqo
- U.S. Department of the Treasury, “Treasury Sanctions Alexandre de Moraes”, 30/07/2025, https://home.treasury.gov/news/press-releases/sb0211 ; AFP Checamos, “Governo Trump revogou vistos de Moraes e ministros do STF em 2025”, https://checamos.afp.com/doc.afp.com.C3HK2CQ ; Folha de S.Paulo, “Diplomats Say U.S. Decision to Revoke Brazilian Ambassador’s Visa Is Unprecedented and Extremely Serious”, 05/08/2026, https://www1.folha.uol.com.br/internacional/en/world/2026/08/diplomats-say-us-decision-to-revoke-brazilian-ambassadors-visa-is-unprecedented-and-extremely-serious.shtml ; Valor Econômico, “EUA cancelam visto americano de esposa e filha do ministro da Saúde”, 15/08/2025, https://valor.globo.com/politica/noticia/2025/08/15/eua-cancelam-visto-americano-de-esposa-e-filha-do-ministro-da-saude.ghtml ; BBC News Brasil, “STF condena Eduardo Bolsonaro por articular ações de Trump contra o Brasil”, https://www.bbc.com/portuguese/articles/c79y3z9dnevo ; Estadão, “Governo Trump discute novas sanções contra Alexandre de Moraes, diz FT”, https://www.estadao.com.br/internacional/governo-trump-discute-novas-sancoes-contra-alexandre-de-moraes-diz-ft
- CartaCapital, “Brasil rechaçou exigências dos EUA e isolou pressão eleitoral em negociações sobre o tarifaço”, https://www.cartacapital.com.br/politica/brasil-rechacou-as-21-exigencias-dos-eua-e-isolou-tema-eleitoral-das-negociacoes-sobre-tarifaco/ ; CNN Brasil, “Análise: Governo Lula vê interferências dos EUA em quatro frentes”, https://www.cnnbrasil.com.br/politica/analise-governo-lula-ve-interferencias-dos-eua-em-quatro-frentes/ ; Agência Pública, “Os EUA já estão interferindo nas eleições brasileiras”, https://apublica.org/2026/08/os-eua-ja-estao-interferindo-nas-eleicoes-brasileiras ; Correio Braziliense, “Consulado dos EUA em São Paulo convoca influenciadores anti-Lula”, https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2026/07/7470122-consulado-dos-eua-em-sao-paulo-convoca-influenciadores-anti-lula.html ; The Guardian, via Jornal Grande Bahia, “Governo Trump prevê US$ 1 milhão para projeto sobre ‘lawfare e censura’ no Brasil”, https://jornalgrandebahia.com.br/2026/10/governo-trump-preve-us-1-milhao-para-projeto-sobre-lawfare-e-censura-no-brasil-verba-envolve-grupos-criticos-ao-stf-diz-the-guardian/ ; Agência Brasil, “Meta desabilitou anúncios do perfil de Lula no Facebook”, https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-09/meta-desabilitou-anuncios-do-perfil-de-lula-no-facebook ; Revista Fórum, “TSE investiga rede de perfis suspeita de impulsionar campanha de Flávio”, https://revistaforum.com.br/politica/tse-investiga-perfis-flavio/ ; Valor, “TSE pede informações ao Facebook e à Shopee sobre uso irregular de perfis”, 22/09/2026, https://valor.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/09/22/tse-pede-informaes-de-facebook-e-shopee-sobre-uso-irregular-de-perfis-para-impulsionar-campanha-de-flvio.ghtml ; Contrafatos, “Vídeo de Nikolas Ferreira bate recorde mundial”, https://www.contrafatos.com.br/video-de-nikolas-ferreira-bate-recorde-mundial-e-deputado-revela-os-bastidores/
- APIB, “Minerais estratégicos, territórios inegociáveis!”, 21/09/2026, https://apiboficial.org/2026/09/21/minerais-estrategicos-territorios-inegociaveis ; Vermelho, “Plano mostra que Flávio Bolsonaro quer entregar terras raras aos Estados Unidos”, 14/09/2026, https://vermelho.org.br/2026/09/14/plano-mostra-que-flavio-bolsonaro-quer-entregar-terras-raras-aos-eua/ ; Reuters via RTP, “Flávio Bolsonaro promete integrar Brasil no Escudo das Américas se vencer eleições”, https://www.rtp.pt/noticias/mundo/flavio-bolsonaro-promete-integrar-brasil-no-escudo-das-americas-se-vencer-eleicoes_n1767370 ; Metrópoles, “Escudo das Américas: o que é a aliança de Trump que Flávio quer aderir”, https://www.metropoles.com/brasil/escudo-das-americas-alianca-trump-flavio ; Veja, “Escudo das Américas: Flávio Bolsonaro promete adesão, enquanto especialista alerta para riscos”, https://veja.abril.com.br/politica/escudo-das-americas-flavio-bolsonaro-promete-adesao-enquanto-especialista-alerta-para-riscos/ ; UOL, “Propostas de Flávio Bolsonaro: veja principais pontos do plano de governo”, 27/09/2026, https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2026/09/27/propostas-de-flavio-bolsonaro-veja-principais-pontos-do-plano-de-governo.ghtm ; Nexo Jornal, “O plano de Flávio para a economia é um cheque em branco?”, https://www.nexojornal.com.br/expresso/2026/09/24/flavio-bolsonaro-proposta-economica-ministra-economia-flavio ; Vermelho, “Cardápio de cortes de Flávio Bolsonaro mira área social, alerta ministro”, https://vermelho.org.br/2026/09/21/cardapio-de-cortes-de-flavio-bolsonaro-mira-area-social-alerta-ministro/ ; Forte Jornal, “Equipe de Flávio Bolsonaro planeja encerrar única fábrica de chips do Brasil”, https://www.forte.jor.br/2026/09/25/equipe-de-flavio-bolsonaro-planeja-encerrar-unica-fabrica-de-chips-do-brasil/
- Kahneman, D.; Tversky, A., 1974, “Judgment under Uncertainty: Heuristics and Biases”, Science, 185(4157), https://www.science.org/doi/10.1126/science.185.4157.1124 ; Kahneman, D.; Tversky, A., 1979, “Prospect Theory: An Analysis of Decision under Risk”, Econometrica, 47(2), https://www.jstor.org/stable/1914185 ; Alesina, A.; Passarelli, F.; Tabellini, G., “Loss Aversion in Politics”, NBER Working Paper 21077, https://www.nber.org/system/files/working_papers/w21077/w21077.pdf ; Petherick, A. et al., 2026, “Dynamics of sociopolitical polarization and effects of misperception-correcting information around the 2022 Brazilian elections”, Nature Communications, https://www.nature.com/articles/s41467-026-72990-9 ; The Conversation, 2026, “Eleições 2026: estudo aponta que 69% dos eleitores não estão polarizados”, https://theconversation.com/eleicoes-2026-estudo-aponta-que-69-dos-eleitores-nao-estao-polarizados-enquanto-crescem-negatividade-e-apatia-285467 ; Vosoughi, S.; Roy, D.; Aral, S., 2018, “The spread of true and false news online”, Science, 359(6380), https://www.science.org/doi/10.1126/science.aap9559 ; Reuters Institute, Digital News Report 2026, https://reutersinstitute.politics.ox.ac.uk/digital-news-report/2026/brazil ; Repórteres Sem Fronteiras e Intervozes, Media Ownership Monitor Brasil, https://brazil.mom-gmr.org/br ; Fisher, M., 2009, “Capitalist Realism”; Fisher, M., 2011, “The privatisation of stress”, Soundings, 48, https://research.gold.ac.uk/id/eprint/15808 ; Freire, P., 1968, “Pedagogia do Oprimido”, Paz e Terra; Marx, K., 1867, “O Capital”, Livro I.